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quinta-feira, 29 de julho de 2010

A Escravidão dos Antigos e a dos Modernos!


Na exposição da teoria política de Aristóteles, tem sido comum lembrá-la como uma visão justificadora da escravidão, que veio a ensejar séculos depois a dialética hegeliana do senhor e do escravo. A presença da idéia do Estagirita na história do pensamento humano e nas teorias políticas modernas, incluindo o constitucionalismo gerado de linhas filosóficas antigas com a utilização de termos emprestados à jurisprudência, merece uma reflexão crítica. A escravidão dos antigos não pode ser comparada à dos modernos.

O tema é fascinante e iluminado juridicamente pelo direito romano, embora a historiografia política grega já sinalizasse a verdade.


Em um seminário, na UnB, no início da década de 80, Hélio Jaguaribe, falando sobre a democracia de Péricles, lembrou a situação peculiar do escravo em Atenas. Não havia diferença aparente entre o escravo e o homem livre: vestiam-se todos de maneira semelhante. Nada revelava desigualdades econômicas. Quem observasse o povo da cidade, não notaria existir ali a escravidão. A diferença estava em que o ateniense era senhor de si e participava da direção da Polis, enquanto o escravo não exercia a liberdade. Um era livre e o outro não. A liberdade consistia na participação nas decisões do governo (liberdade dos antigos). Alguém interveio da platéia: " – preferiria ser escravo em Atenas a ser livre em Cuba!"

O direito romano trouxe a lição derradeira. A escravidão não decorria do ius civile, mas do ius gentium, onde se situa a guerra: o soldado derrotado tem o direito de morrer ou trocar a liberdade pela vida. Somente em priscas eras o homem poderia oferecer a sua liberdade para responder pelas dívidas. "A escravidão é constituída no ius gentium, pela qual alguém está sujeito, contra a natureza, ao domínio alheio" (Digesto 5.4.1 – Florentino). "No que diz respeito ao ius civile, os escravos são considerados como nada; todavia, não em atinência ao direito natural, porque todos os homens são iguais" (Digesto 50.17.32 – Ulpiano).


Uma das características do direito romano foi sempre a de privilegiar a liberdade (favor libertatis). Ampliaram-se e simplificaram-se, sempre, as manumissões. Na dúvida, a favor da liberdade. O escravo em Roma era uma pessoa, embora fosse também uma coisa, objeto de propriedade. Era res+persona. O senhor que maltratasse o seu escravo poderia ser punido; se o matasse, cometeria homicídio. Marx equivocou-se, na ânsia economicista, em lembrar, com base em Cícero, que o escravo era mera ferramenta falante.

Que diferença da escravidão dos modernos! O escravo mercadoria; os negreiros (traficantes de negros e origem de muitas fortunas familiares brasileiras) na mais sórdida das missões; discussões se os escravos tinham, ou não, alma; Zumbi escravizando os próprios irmãos de infortúnio. A mancha da história do Brasil, que Rui procurou apagar queimando arquivos da nossa maior miséria, que a Princesa Isabel, hoje esquecida e vilipendiada, suprimiu sancionando a Lei Áurea, a maior e a menor de nossas leis (apenas dois artigos).

Como a escravidão dos antigos era diferente da contemporânea, no plano da exploração mal remunerada dos trabalhadores, no egoísmo do capital e na usura internacional, que escraviza os povos pela dívida externa.

Evidencia-se mais um erro do positivismo-marxista. As fases da história nem sempre evoluem para um estágio melhor. Nem sempre o passado foi menos humano do que o futuro.

Rafael Vitoreti

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nacionalismo Brasileiro, Uma Questão de Cidadania

Outro dia rodando por estações de rádio da internet e me deparei com uma música que a muito não ouvia... Uma música que fala de uma força há muito esquecida pelos brasileiros, fala de um povo brasileiro que luta, que tem garra... Hoje acho que a musica se encontra esquecida, pelo menos eu tinha muitos anos que não ouvia ela, e esses muitos anos que digo são mais de 15anos.

Bom, seguindo por um pequeno raciocínio, vemos que nesses 15 anos (ou mais) que não ouço essa música, percebo uma drástica mudança no comportamento e na maneira de pensar dos brasileiros. Essa música que me refiro foi composta em 1986, lançada em 1987, ou seja, foi lançada na época de uma mudança, fim da ditadura, assembleia constituinte ia ser formada, em 1988 teríamos a nossa constituição. Alguns anos a frente, tivemos em 1992, o grande movimento dos "Caras-Pintadas" que praticamente "depuseram" um presidente, digo isso, pois na história temos que o Collor sofreu um Impeachment, mas bem sabemos pois apesar da pouca idade que tínhamos na época, que a grande pressão veio das ruas, dos estudantes, do POVO BRASILEIRO.

Nos dias de hoje, vemos que a nossa realidade é extremamente diferente desse nosso passado não tão distante, hoje vemos políticos colocando propinas em cuecas, meias etc. Vemos correndo solto mensalões, compra de votos para todo e qualquer tipo de ato, lei e decretos no Congresso Nacional, vemos compra de votos até para elegermos esses nossos representantes. Vemos leis infames, quando o que é para ser aprovado para o bem do POVO BRASILEIRO não é de fato aprovado. Um exemplo clássico é a hipossuficiencia de leis ambientais para evitar desmatamentos e quaisquer outros danos ao meio ambiente, isso acontece porque a grande maioria dos NOSSOS REPRESENTANTES são os que mais causam danos, para que eles iriam aprovar algo que prejudicaria eles???

E onde está o brasileiro para protestar contra essas atitudes hediondas contra nosso Brasil??? Possivelmente em suas casas, pensando "e daí? Não estou sendo afetado". Podemos não estar sendo afetados por enquanto, mas e quanto ao nosso moral? Quanto a nossa honra de brasileiros? Quanto a nossa cidadania? Ah sim, havia me esquecido de comentar a respeito do que anda tocando ultimamente... Hoje temos fortes músicas de grandes impactos sociais... Permitam-me citar "Créu" é o que acontece com os brasileiros ultimamente... "Rebolation" é o que temos que fazer sobrevivermos sem a ajuda de NOSSOS REPRESENTANTES... Sem contar aquelas com claras apologias sexuais... A música que eu me referi no inicio não é dos grandes poetas da década de 80, como Cazuza, Renato Russo e outros... É um axé tocado pela banda Chiclete com Banana chamada Fé Brasileira. Quem me conhece deve estar se perguntando o porque eu estaria ouvindo um axé da década de 80... Mas quem me conhece sabe que uma das coisas que aprecio em primeiro lugar em uma música é a letra e essa tem uma letra perfeita conforme transcrevi abaixo:

"Vendo rolar o suor no rosto brasileiro

Vou dizer do coração

Sou da América Latina e não sou estrangeiro pra cantar essa canção

Verde, amarelo, tenho a fé brasileira

Sei o que quero, tenho a minha paixão

Sou brasileiro, sacudindo a poeira

Ainda levando a fé para o coração

Encara Brasil, não me deixe na mão

Eu amo você

Quero sentir teu calor

Pra que o sol e a liberdade possam ter

A esperança perdida de um povo guerreiro

Que luta por nosso Brasil

Um Brasil brasileiro

Se liga Brasil

Eu sou brasileiro"

Esse ano de 2010 iremos eleger nossos representantes, "novas" pessoas que irão governar nosso Brasil pelos próximos 4 anos. Na mídia já vemos em pequenos comerciais falando da conscientização que nós eleitores temos que ter ao eleger nossos governantes. Será que a mídia não poderia voltar essa mensagem para os futuros candidatos, na ideia de conscientizar os politicos sobre como governar com dignidade? Será que nós meros cidadãos, meros eleitores, não podemos conscientizar nossos candidatos? Não adianta fazer protestos de votar em BRANCO ou NULO, isso pro nosso sistema eleitoral de nada vale, temos é que de fato escolher alguem digno, cobrar dele o compromisso, "apontar o dedo na cara dele" e mostrar as falhas, mas também devemos congratulá-lo com os acertos. Mas não adianta 2 coisas erradas e 1 certa para nos calar, temos que estar sempre em cima, cobrando, mostrando que nossos titulos de eleitores não são apenas documentos que usamos apenas para votar, mas sim uma das maiores "armas" que temos em nossas mãos.

Vamos mostrar a força e a fé brasileira, não falo isso para ir para Brasília, marchar e pedir a saída de todos do Senado e da Câmara dos Deputados. Pelo menos que começamos a fazer isso em nossa cidade, pois é começando de baixo que alcaçamos os grandes objetivos. Porque não irmos há uma reunião dos vereadores, sugerir alguns projetos de leis, sugerir melhorias para a nossa cidade. Mostrar com isso quem somos, o que queremos e como queremos. Pois não adianta querer criticarmos algo e não sugerir algo melhor. Somos brasileiros e somos capazes disso.

Acho que me expressei até demais com isso, mas mostra que uma pequena coisa como uma música simples, nos faz pensar em diversas coisas, em como deixamos pequenas atitudes de lado... E vamos percebendo bem aos poucos o reflexo disso tudo em nossa sociedade e em nosso país.

Espero que minhas opiniões aqui expressas possam ter feito vcs pensarem e estamos abertos a discussões sobre como agirmos em nossa cidade, nosso estado e no nosso BRASIL.

Rafael Vitoreti

A Relação Médico-(Mídia)-Paciente!

Houve uma época em que médicos e pacientes viviam em completa harmonia. Médicos eram bem quistos pela sociedade, que os retribuíam com convites para festas de aniversário, para o lanche da tarde junta às famílias de seus pacientes, recebiam gratificações como galinhas, frutas, grãos de certas colheitas numa forma de pagamento que mais tinham de manifestação de afetividade que de outros interesses. Eles, os médicos, nada exigiam dos pacientes além da oportunidade de exercerem a medicina plena. Nada exigiam, os pacientes e familiares, dos médicos além da atenção despendida e do esforço para a cura das doenças que mitigavam a saúde daqueles enfermos. Essa época deve ter sido boa! Hoje sobram, segundo os otimistas, algumas dessas manifestações em áreas longínquas pelo interior de nosso país, talvez. Alguns médicos, segundo esses, ainda trabalhariam apenas pela oportunidade de servirem à medicina. Alguns pacientes ainda não esperariam nada além do esforço e atenção do ‘’doutor’’. Mas, com o advento da comunicação em mídia impressa, televisiva, ou outras quaisquer, essa história foi se perdendo. Interesses escusos passaram a se misturarem aos caminhos da relação médico-paciente. Médicos e pacientes se digladiam nos canais de televisão, uns acusando os outros, uns querendo mais e mais do outro, numa relação doentia de mercado, em quem todos querem ganhar algo em troca, que nunca deveria fazer parte do trabalho médico, mas infelizmente passou a fazer e a estigmatizá-lo.

Hoje, muitos têm medo dos médicos, outros têm raiva, outros inveja, poucos persistem na admiração e respeito – embora algumas pesquisas apontem para o contrário, mas ainda teimo em ser descrente quanto a isso. Muitos médicos não conseguem se dedicar adequadamente à medicina e, por conseguinte, aos seus pacientes – dizem uns ser devido à falta de tempo, excesso de pacientes, pelo sistema de saúde em pura calamidade. O que é fato, hajam pesquisas ou não sobre isso, médicos e pacientes se distanciaram e se distanciam cada vez mais. Não se ouve mais – ou ouve-se muito pouco - sobre médicos que visitam seus pacientes, que aceitam doações repletas de afeto (frutas, galinhas, presentes quaisquer) na forma de pagamento ao invés de dinheiro ou algo que o represente. O que nos distanciou de nossos pacientes? Algo há entre nós! Esse ‘’algo’’, creio eu, é explícito e faz parte de nosso cotidiano: a mídia. Somos, como médicos, alvos de repórteres inescrupulosos e sensacionalistas que querem apenas ver suas reportagens no ar - ‘’doa a quem doer’’, diria o jargão popular. A busca pelo ibope da mídia passou a andar na contramão da relação médico-paciente. Médicos são acusados de errar, como se errar fosse algo inconcebível, até mesmo desumano.

Reportagens em todos os horários, em todos os jornais, tentam denegrir a profissão médica. Tornam os médicos verdadeiros culpados perante a sociedade. Fazem nosso povo ver em nossa profissão um amontoado de homens e mulheres cheias de dinheiro e que querem apenas mais e mais dinheiro pelo atendimento aos enfermos. Daí, os antigos ‘’advogados de porta de cadeia’’ mudaram de endereço, habitando hoje nas portas dos hospitais à espreita, aguardando uma oportunidade de convencer um paciente de que a morte de algum ente querido tenha ocorrido por erro daquele que recebeu dinheiro para salvar o enfermo, merecendo, assim, ser processado e humilhado diante dos jornais. Não se importam em saber os motivos que levaram ao possível erro, o que estava por trás do óbito ou da seqüela de um paciente. Apenas é vista a oportunidade de culpa para o médico. Volta-se à idéia de que médicos não erram ou que não podem errar. Por vezes, penso: aonde iremos parar? Nossos pacientes se afastam de nós e passamos a aceitar de braços cruzados os noticiários da mídia que nos estigmatizam. Nada se fala dos médicos que estudam por seis anos, fazem em média mais 2 ou 3 anos de residência, totalizando um total de quase 10 anos de estudos para à dedicação mais competente aos seus pacientes. Não são lembrados os médicos que trabalham em plantões durante as madrugadas, que atendem de forma gratuita em instituições de caridade, ou que se dedicam a movimentos humanitários como os Médicos Sem Fronteira, por exemplo, para não citar outros. Nada falam dos médicos que ainda aceitam aqueles ‘’presentes’’ na forma de pagamento por seus atendimentos (Opa, sim, sou um daqueles otimistas! Creio, ou melhor, tenho certeza de que esses médicos existem).

Nada se faz pelos médicos que são acusados em rede nacional e depois prova-se sua inocência. Jornalistas podem acusar os erros dos outros. Juízes podem condenar médicos por seus erros, mas não deveríamos pensar que jornalistas também erram? Que juízes também erram? Sim, existem os erros dos jornalistas, os erros dos juízes, dentre os de outras profissões, não apenas os erros médicos. Todos erramos. Juízes condenam inocentes, inocentam culpados e vigaristas. Jornalistas se sujeitam a denegrir inocentes a fim de terem reportagens polêmicas que tragam ibope aos jornais. Todos somos corroídos pelo erro, em menor ou maior grau. Mas não se erra, creio eu, de forma consciente. Mas, não posso me enganar: todos erramos. Somos humanos e sempre seremos. Sejamos médicos, pacientes, jornalistas, juízes etc. Que nossos pacientes voltem a nos olhar com bons olhos mais que às reportagens sensacionalistas. Que nós, como médicos, sejamos cada vez melhores como profissionais – para nós mesmos e principalmente para os que estão enfermos. Que o jornais passem a respeitar os profissionais médicos e, atentem-se ao fato de que também existem os ‘’acertos médicos’’ – embora, na mentalidade desses jornalistas, esses ‘’acertos’’ não consigam aumentar o ibope.

Bom, para nossa sorte, ainda existem médicos que querem simplesmente exercer a prática médica e serem úteis aos seus pacientes. E, também para nossa sorte, nossa população tem percebido que os jornais são, sim, sensacionalistas. Um dos exemplos interessantes e recentes que temos seria o programa E24, que é visto num emissora de TV de grande porte de nosso país. Nesse programa todos conseguem perceber o quão difícil é ser médico num sistema de saúde em calamidade.

Sonhar que aqueles tempos de outrora onde havia completa harmonia entre médicos e pacientes deve ser prática diária de todos nós acadêmicos de medicina. Queiramos ou não, somos vítimas de críticas de jornalistas e de outros profissionais, mas, se estivermos sendo alvo dos elogios de nossos pacientes, isso já nos basta! Para eles (nossos pacientes) formamos, por eles trabalhamos, como eles morreremos. E que, enfim, aprendamos a aplicar a máxima: ‘’amar ao próximo como a ti mesmo’’. Assim, médicos e pacientes serão parte de um futuro harmonioso e duradouro.


Pedro Guisax

Mãe Terra!

O tempo não espera por ninguém
É o que eles dizem
Ele continua para sempre

As lágrimas de dor
Eu vejo em seus olhos
Como podemos mudar para o melhor?

Ódio e ambição
Ficam mais fortes a cada dia
A injustiça governa o mundo
Matando os pulmões da terra
O quão longe estamos preparados para ir?

Eu vi a luz
Ela entrou em minha vida
Não há uma segunda chance
Nós deveríamos já ter aprendido
Mas não é tarde demais para mudar o curso
Há muito mais que isso
Mãe Gaia (Mãe Terra)

Você pode ver, você pode sentir?
Toda a beleza que nós temos neste mundo?
Há tanto para ver, para sempre
Ignorância, arrogância
Nos impedem de sermos nós mesmo
Então apenas seguimos nossos líderes





Por que?



Rafael Vitoreti

A Justiça foi Feita! ou Foi feita a Justiça???


A justiça foi feita!!! Com essa frase Ana Carolina Oliveira encerrou toda a novela feita em torno do assassinato de sua filha Isabella Nardoni. Mas será que de fato a justiça foi feita?

Alexandre Nardoni, pai e assassino de Isabella foi condenado a pouco mais de 31 anos de prisão e Ana Carolina Jatobá, madrasta e assassina de Isabella, foi condenada a 26 anos de prisão em um exaustivo e por que não dizer já definido Júri Popular.

Para a mídia e a para a grande massa popular a justiça foi feita, afinal o casal Nardoni teve suas penas relativamente altas. Entretanto cabe analisar que o nosso ordenamento jurídico penal apresenta até hoje pequenas falhas que causam grandes estragos à justiça brasileira como por exemplo esse caso dos Nardonis. Alexandre e Ana Carolina Jatobá trabalham em seus respectivos presídios o que acarreta em 1 dia a menos de pena para cada 3 dias trabalhados, além disso, com 2/5 da pena cumprida, eles podem, cada um ao seu tempo, passar para o regime semi-aberto. Eles já cumpriram quase 2 anos em prisão e com isso, Ana Carolina Jatobá daqui a 8 anos poderá passar ao regime semi-aberto e Alexandre Nardoni daqui a 10 anos também poderá ter seu regime progredido para o semi-aberto.

Assim gostaria de perguntar a Sra. Ana Carolina Oliveira: A JUSTIÇA FOI REALMENTE FEITA???

Pergunto isso, pois daqui a 10 anos talvez ela venha a encontrar em alguma rua da cidade de São Paulo o assassino de sua filha. Será que isso é de fato a Justiça?

Enquanto em nosso país tiver leis penais que trazem essas terríveis “falhas” a Justiça custará a ser feita, pois ainda temos um Código Penal ultrapassado, pois ainda não se adequou ao grande aumento da criminalidade no Brasil e com isso dificultando o verdadeiro sentido da palavra JUSTIÇA.

Rafael Vitoreti

Carta ao Amigo Mal Compreendido!


O homem de fé se faz errante. Vaga. Vago. Mas completo, repleto, feito do todo. És tu, homem de fé, a solução para a paz no mundo. Um caminho para o amanhã. Tú, homem de fé, sofre perseguições. Te matam, por ti morrem, para ti gritam blasfêmias, por ti distribuem belas palavras. Tão amado, tão mal compreendido, tão pouco conhecido, tão esperado. Injustiçado. Falam de ti pelas costas acreditando falarem por ti. Sorriem sorrisos largos com peitos estufados de soberba ao falarem de ti. Acreditam em ti, mas pecam, homem de fé, dizendo coisas vagas em teu nome. Vã filosofia a do homem comum, sedento por paz, amor, pelo colo eterno nos braços do Pai celeste. És tu, homem de fé, a massa do pão da terra, mas fazem de ti couro de boi. Te açoitam. Te alvejam com tiras de ódio, com chicotes de palavras mal ditas. Luas vem e vão e aqui perpetuam aquilo que tu não querias. Muitos deles te carregam no peito, mas como estampa nas camisas, nunca como marca do coração. Amanhece o dia e estão a gritar por você. Não há dia nessas terras que passam sem te clamar, sem te incomodar em tua eterna meditação. Caro amigo (me perdoe a intimidade!), és pra mim mais que motivos de belas frases ou discursos, mais que motivo de rodas de discussões e guerras, mais que instrumento de imposições ou discórdias. És O salvador, O elemento primeiro, A obra em sua essência, és o tudo resumido, mas não detalhado. Entendo-te plenamente. Quisera eu que todos o entendessem Daí, amigo, te clamo com intimidade e te digo: faça em mim tua vontade, pois sou de ti teu servo, que roga a ti como o filho de Deus, que busca com a humildade do orvalho em busca do chão ao desprender-se da folha. És meu mestre, meu amigo. És Jesus, e teu nome é meu escudo, e nada mais, pois isso é tudo.


Pedro GuiSaX

Tragédias no Mundo, Um Prefácio para o Fim do Planeta Terra???

Recentes tragédias nesse ano de 2010 tem assolado diversos pontos na Terra, os terremotos no Haiti e no Chile, as torrenciais chuvas no Brasil, no Peru e na Ilha da Madeira (Portugal), as densas nevascas que assolaram a Europa e os Estados Unidos, tudo isso somado a recente exibição nos cinemas do filme 2012, que mostra catastrofes ambientais que destruiria grande parte do planeta, fazendo aumentar o nivel do mar e acabando com boa parte da raça humana. Tudo isso é um prato cheio para encher a mídia sensacionalista, profetas charlatões, programas que usam a desgraça alheia para ganhar audiencia, falarem que o mundo está acabando, que o dia do julgamento está próximo. Será mesmo???
Vejamos o que já ocorre no mundo desde os primórdios. O planeta Terra surgiu de uma explosão conhecida como Big Bang, no inicio não tinhamos vida na Terra, era quase como uma esfera de magma, vulcões, até que fenomenos naturais foram acontecendo e a atmosfera surgiu, comecou a surgir a agua (principal fonte de vida) e na agua comecou a surgir as primeiras formas de vida. Essas formas de vida foram aos poucos sofrendo mutações. Mas não só a vida no planeta que sofreu mutações, o próprio planeta sofreu mudanças nos bilhões de anos de vida. Os continentes como hoje conhecemos eram no inicio uma grande massa continental conhecida por Pangéia.
Então desde os primórdios, tudo que está no planeta sofre grandes mudanças no decorrer dos tempos. Infelizmente, também, desde os primórdios da raça humana, há a idéia de que o mundo um dia irá acabar. Os povos medievais falavam que o mundo não chegaria ao ano 1000, em 1999 surgiu uma grande polêmica acerca de uma previsão de um profeta francês chamado Nostradamus falando que o mundo iria acabar em 1999 e agora no século 21, temos que o calendário Maia fala que o mundo acabará em 2012. Vamos a uma analíse simplória o Planeta Terra, tem bilhões de anos, então não é um mundo que tem a idade que o calendario romano nos fala (pois devemos lembrar que o calendário em questão iniciou-se a contagem a partir do inicio da era Cristã), então dificilmente será possivel prever um ano como O DIA FINAL. E também deve-se ressaltar que hoje temos diversos calendarios no mundo, temos o calendário romano, o calendário chines, o calendário muçulmano e o judeu.
Nada de alarde, o mundo não está acabando. Já tivemos eras glaciais, hoje, temos em vista um Aquecimento Global. Podemos culpar a grande emissão de gases poluentes em nossa atmosfera, o grande volume do desmatamento nas florestas não apenas no Brasil, mas no mundo todo, mas também temos que levar em consideração que podemos estar presenciando uma da mudanças que o planeta Terra sofreu no decorrer de sua existencia e podemos sim talvez, estar acelerando essa mudança e a tornando mais drastica para os seres vivos.
Agora vamos ver a algumas das recentes tragédias que vem ocorrendo em 2010. A primeira do ano aconteceu em janeiro no Haiti. Cabe lembrar em primeiro lugar, a posição geográfica do país, entre duas fortes placas tectonicas. Em segundo lugar vamos ver a situação socioeconomica do país, infelizmente é o mais pobre da América Latina e um dos mais pobres do mundo. Esse são os fatores que agravaram a tragédia, pois, um terremoto sempre abalada qualquer estrutura, mas um país tão pobre quanto o Haiti, onde as construções não tinham grandes estruturas, isso com certeza aumentou a tragédia, pois elas não resistiram ao tremor como deveriam e mataram boa parte da população haitiana. No Chile a situação foi um pouco diferente, o país resistiu melhor ao forte tremor, tendo sofrido mais com a tsunami que foi causada pelo terremoto por negligencia dos responsaveis pelo alerta que é emitido pelo país quando ocorre suspeitas de ondas gigantes no litoral. As chuvas no Brasil, pego para analíse a que castigou o Rio de Janeiro. Em primeiro lugar, estava previsto uma forte chuva. Mas acontece que a cidade do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo são cercadas pela grande aglomeração de favelas, construindo casas em zonas de alto risco. O poder municipal e estadual, simplesmente se omitem em relação a isso, preferem simplesmente esconder isso de turistas, mas quando ocorrem essas tragédias, saem das gavetas inumeros projetos para retirar os moradores das favelas, mas que nunca são colocados em práticas. Então de quem é a culpa nesse caso do Rio de Janeiro? Dos governantes por se omitirem tanto em relação as ocupações irregulares? Da população que não tem onde morar e acaba ocupando as zonas de riscos? Ou da chuva que cai sem dó ou piedade? Na minha opinião é dos governantes por se omitirem e só quando pressionados é que mostram varios projetos.
Essas são as possiveis causas do fim dos tempos que vem acontecendo no mundo hoje em dia. E graças a nossa mídia sensacionalista que causa diversos alardes sobre o fim do mundo somente por causa de tragédias que ocorrem por fenomenos naturais, mas que são agravadas pela irresponsabilidade das pessoas, pela omissão e pela falta de renda para se ter uma vida descente.
Rafael Vitoreti

Algo Novo!

Por vezes, pensar é mais complicado que escrever

Escrevo nessas horas sem pensar

Se penso, escrevo anedotas

Se escrevo anedotas me perco.

Se me perco, não me encontro

Se não me encontro, perco o que penso dentro de mim.

Daí, não sai nem mesmo um texto,

Ou sequer uma frase.

Assim, é difícil dizer,

Pensar algo novo se me torna martírio

Pois sofrível se torna o hoje

Quando todos esquecemos que amanha é outro dia

Quem sabe amanha eu escreva?

Pensar é cansar-se parado

Cansar-se é pensar em demasia

Demasia é a morte para o conservador

Quando algo é demais, qualquer um desconfia,

Assim como o santo e a esmola

Refletir é pensar descansado

Mas descansar é não pensar ...

Nem refletir

É descansar

E apenas isso!

A paz é algo que se faz

Seja para o mundo

Seja para si próprio

É um castelo de tijolos soltos construído por nós

É algo que se conquista

É uma busca incessante

Seguem-se as pistas

Pelo caminho elas estão espalhadas

Basta para elas olharmos

Nos agacharmos e pegá-las

Quase em uma reverência

E quando menos esperarmos

A paz se nos manifesta como um primeiro raio de sol do dia

Pense menos

Escreva mais

E leia menos se necessário for

Pois nem todos sabem escrever

Assim como nem todos sabem pensar

Mas quando se escreve, sabe-se pensar

E se sabemos pensar, escrever torna-se fácil

Agradar a todos que sempre será difícil

Só o tempo dirá o que há

Ou o que falta

Ou o que temos.

Coletamos durante a vida um excesso de bagagem

Desfaremo-nos dela em breve

Esse breve pode durar anos

E os anos podem ser como em dias

Não entendes, te explico!

Não sei explicar, me calo.

A vida é um martírio,

Uma repetição de atos,

De coisas.

Basta lermos nossos dias

e interpretarmos o que dele vier

Repita o que te agrada

Não se importe com a rima

Pois a rima é um controle descontrolado

Imposição desenfreada

Maquina dominadora da mente

Não rime seus versos com os dos outros

Não aja como eles.

Seja o que te satisfaz

Mas preocupe-se com os outros

Preocupe-se em ver quem se preocupa contigo.

Se te impõem algo,

Imponha-se-lhes como humano que és

Pois mais é feliz aquele que pensa pouco

Pois se pouco se pensa, pouco se preocupa

Se pouco se preocupa, menos ainda se tem a pensar

E assim tornar-nos-emos felizes,

Isso nos basta por ora!


Pedro Guisax

Sempre Melhores!

Pensei certa vez estarem errados todos aqueles a quem ouvia. Me calei diante da perplexidade dessa percepção. Nunca havia percebido tamanha a minha ignorância. Ora, se todos estivessem certos, todos teriam a mesma opinião sobre tudo. Se todos estivessem errados, não haveria ninguém para lhes mostrar a outra face da realidade. Seria eu o único certo? O único errado? Não! Sou apenas um em meio a multidão de distintos, perplexos, repletos de ansiedade, caminhando juntos, cada um ao seu passo. Somos seres caminhando na estrada da vida, do aprendizado, da eternidade. Queremos paz. Queremos alegria. Queremos muitas coisas. De tanto as querer, pecamos por excesso, às vezes. Queremos ter a inviável certeza sobre todas as coisas; ''como ocorrerão?'';''como as superaremos?''. Como? De tanto nos perguntarmos sobre as coisas, nos entretemos nas dúvidas e nos esquecemos de buscar as respostas. Sim, as perguntas movem o mundo, mas as respostas nos dão pontos de partida para cada novo início de jornada.


Nunca estaremos completamente certos. Nunca estaremos completamente errados. Nunca estaremos satisfeitos por completo. Pois somos seres constantemente em mudança. As mudanças serão sempre bem vindas; as mudanças deverão sempre ser analisadas, refletidas. O mundo muda. Nós mudamos. Mas sempre, vez ou outra, pecamos. Daí devemos estar atentos a cada mudança, pois muitas vezes mudamos para estados em que não mais nos encontrávamos. Retornando, dessa forma, a pontos de partida já deixados para trás. Devemos sempre caminhar para a frente, mudando a nós mesmos para novos indivíduos cada vez melhores, e sempre melhores.

Pedro Guisax

Os Falsos Moralismos Presentes em nossas Sociedades em Contradição aos Preceitos da Constituição Federal!

Hoje na sociedade é comum sempre ouvirmos falar na defesa dos direitos dos menos favorecidos, direitos dos homossexuais, cotas raciais nas Universidades Federais etc. Mas será que essa é a maneira correta de combater os preconceitos? A Constituição Federal de 1988 nos diz claramente em seu artigo 5º que independente de qualquer coisa, somos todos iguais.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

Abaixo disso, vem elencado inumeros Direitos e Deveres daqueles que se são iguais, são as nossas garantias constituicionais. E sendo assim qual motivo de ainda algumas pessoas se dizerem prejudicadas?

Uma minoria que sempre se julga sofrer preconceitos são os afro-descendentes. Esses pela própria história que tem em nosso país não mereciam de fato a postura que a sociedade os dão, são pouco valorizados no mercado de trabalho, o que lhes acarreta baixos salarios, sub-empregos. Por esses fatores se consideram em alguns casos, excluídos da sociedade, alguns ja nem tentam ingressar no mercado de trabalho porque de ante-mão já imagina que não será bem quisto num possivel emprego. Novamente seguindo por essa corrente, os filhos dessas pessoas vão estudar em escolas publicas e como sabemos, o ensino público no Brasil vai de mau a pior e acarreta a dificuldade desses afro-descendentes de ingressarem em uma universidade publica. Ai entra em ação nossos "poderosos e humanos" legisladores, criando a Cota Universitária para Negros e Índigenas, onde as Universidades publicas tem que destinar um numero de vagas para negros e índios. Pronto, resolveram o problema da falta de educação superior dos negros e indios. Mera piada. Primeiro por ferir com uma faca a Constituição Federal. E segundo como será que esses cotistas serão vistos em uma universidade sabendo que possivelmente entraram com uma classificacao mais baixa que outros que foram eliminados por serem "brancos"? Lógico que não são com todos os negros que acontecem isso, há alguns, mesmo que ainda muito poucos, que são valorizados e reconhecidos em seu trabalho. Mas ainda para o Governo, mais vale ferir a Constituição do que dar uma educação pública mais digna para seu povo.

Outro fato de extrema curiosidade são os homossexuais. Esses sim se dizem totalmente injustiçados pela sociedade brasileira. Sua união estável não é facilmente reconhecida, isso dificulta e muito a vida dos gays, pois assim quem tem, por exemplo, beneficio a um plano de saúde no seu emprego, nao pode colocar seu companheiro como dependente, novamente ferindo a constituição e seu artigo mencionado acima. Com isso aparecem diversos grupos, chamados de simpatizantes da causa gay, que vem defender os direitos dos homosseuxais, em geral são pessoas heteros que fazem parte desse grupo de simpatizantes. Acusam um ou outro de serem homofóbico, e isso de homofobia tomou conta do Brasil na edição do Big Brother Brasil, tudo porque colocaram 3 homossexuais na casa e eles bateram de frente com uma pessoa que não simpatizava com essa ideia. O problema é que diversas vezes os próprios gays eram preconceituosos com esse não-simpatizante, seria isso uma "hetero-fobia"? Agora se vocês perguntarem a esses heterossexuais, simpatizantes das causas gays, se eles aceitariam tranquilamente se seus filhos assumissem a homossexualidade, obviamente que não, não é um padrão natural do ser humano aceitar esse tipo de coisa, mesmo se dizendo um simpatizante, logico que talvez com o tempo possa vir a aceitar, mas somente com o tempo.

Quando será que a sociedade vai abrir mão desses falsos moralismo de dar "cotas" para negros e indios e falar de causas gays? Temos uma Carta Magna que garante toda essa igualdade de Direitos, porque não colocarmos tudo isso em prática? O Governo Federal tem que ver que não se faz sombra tampando o sol com a peneira. Tem que ser consistente em suas atitudes e mostrar que acima de qualquer coisa no Brasil, vale a Constituição.

Rafael Vitoreti

Sobre o Sonhar!


Sonhar parece um sonho nos dias de hoje. Criamos o mito, ou apenas uma impressão minha, de que sonhar parece algo quase impossível atualmente. Estamos tão acostumados a vermo-nos privados de nossas intenções, de nossas vontades, sejam por dificuldades as mais diversas, sejam elas financeiras, sociais ou outras, que os sonhos hoje se nos apresentam como meras intenções futuras que, caso sejam alcançados, diríamos: ‘’ótimo’’, caso não: ‘’tanto faz’’.

Sonhar é a mais bela certeza que temos no futuro; é um lapso de esperança que pode durar anos, perdurando, certas vezes, por toda uma vida. É algo que transcende ao que os olhos conseguem ver no materialismo da vida, superando, às vezes, em muito, a realidade em que vivemos, seja em tempo, seja em qualquer outro aspecto da vida cotidiana. Sonhando, podemos nos ver como reis, rainhas, felizes, em paz conosco próprios, em paz com os demais. Guerras acabam. Vitórias são alcançadas. Passamos de ano. Vencemos partidas de futebol. Ganhamos os mais gostosos e fortes abraços.

Através dos sonhos, conseguimos as profissões que, no fundo, cremos que nos completariam. Sonhando criamos a família que nos tornaria felizes. Sonhando somos melhores. Somos felizes! Sonhar é a maior manifestação de esperança que podemos manifestar, quer seja para nós mesmos, quer seja para todo o mundo ver e ouvir. É a forma que Deus nos deu de crermos em nós mesmos, de termos fé na vida, de termos confiança no amanhã. Mas o que temos feito em relação ao amanhã?

Temos o hábito de denominarmos aqueles que sonham como pessoas malucas. Dizemos por aí: ''Ele(a) é apenas um sonhador(a)''. Fazemos questão de salientar o “apenas”,tentando denegrir a capacidade daquela pessoa que, por sua vez, é capaz de fazer algo tão sublime. Pobres de espírito são aqueles que dizem coisas tão ruins e mentirosas como a do exemplo dado. Esses dizem isso como se sonhar existisse na forma de algo que não fosse proveitoso. Como se eles, os ''sonhadores'', estivessem perdendo tempo. Quem sonha não perde tempo, ganha esperança! Quem sonha não deixa de viver oportunidades, ganha motivos para crer nelas, para ter forças para elas, e, mesmo que as percam vez ou outra, pois sempre perdemos coisas pela vida afora, ganham novas oportunidades através da renovação de suas esperanças, através da sua arte desenvolvida e aprimorada do sonhar.

Sonhamos dormindo. Sonhamos acordados. Mas, vez ou outra, ou às vezes o tempo todo, permanecemos sonhando. Sonhar é reafirmar para si que aquilo que esperamos para nós pode se tornar real um dia. Isso nos torna mais fortes para enfrentarmos nossos fantasmas diários. Mas estamos acabando com a capacidade das pessoas de sonharem. Temos perdido nossas esperanças de futuro e vida melhores para além daquilo que vivemos no presente.

Sonhar! Essa é a questão. Não sabemos nem mesmo através da ciência o que de fato isso significa para nós, enquanto dormimos. Não sabemos a importância do sonhar. Não damos crédito a essa nossa capacidade. Mas acreditem, precisamos sonhar! Sonhar é lícito e uma das poucas coisas que leis, regras ou ditadores nunca conseguirão nos impedir de fazê-lo.

Certa vez, ouvi a seguinte frase (que me perdoe o verdadeiro autor da mesma): “tudo o que hoje é verdade não é nada mais que parte de um antigo sonho impossível”. Sonhemos amigos! Sonhemos! Acordados ou dormindo. Que isso revigore nossas energias, pois movemos o mundo através de nossas forças, de nossos sonhos. É através dessas nossas energia e capacidade que somos capazes disso.

Sonhemos com um mundo melhor para nossos filhos e lutemos por conseguirmos filhos melhores para nosso mundo. E que assim seja e, enfim, tornemo-nos felizes. Talvez chegará o dia, de tão bela e plena felicidade, que sonhar será apenas parte de nosso passado, não sendo mais, nem sequer, necessário. Sonhemos com esse dia. Lutemos por ele. Assim, enfim, chegaremos lá, e chegaremos, se assim Deus o quiser, juntos!

Pedro GuiSaX

O Preço que Pagamos

Criamos um mundo repleto de idéias. Criamos um mundo. Nossos ancestrais duvidavam de nossas capacidades, mas superamos suas expectativas. Somos bons cientistas. Já fomos bons descobridores de sete mares, hoje desvendamos mistérios em outros planetas. Há anos tentávamos apenas acender fogueiras com pedaços de pedras e algumas fagulhas junto à palha seca. Hoje, somos bons. Aprendemos que a ciência nos torna melhores. Acreditamos na ciência. Com ela, curamos enfermidades. Com ela criamos e desvendamos hipóteses. Aprendemos com ela a cada dia. Ela é como um nosso filho: a cada dia nos surpreende mais a medida em que o tempo passa. Ela não cresce como nossos filhos, mas nos enche de surpresas com seus avanços. Ela...ela...ela. Ela é um dos nossos vícios. Com ela aprendemos que somos poderosos. Conseguimos certa vez criar vida em laboratório e dar prosseguimento a ela. Nos sentimos verdadeiros deuses. Mas não o somos. Isso nos limita e nos entristece. Que pena tenho daqueles que se dizem poderosos por motivo da ciência. Nenhuma ciência existe na singeleza da flor. Ela não estudou nada para ser tão bela e importante. Nem por isso deixa de ser tão bela e importante. Caeiro tinha razão; as coisas são o que são mesmo.

Certa vez, vi homens no auge de suas autoridades negarem a existência de Deus, pois haviam descoberto certas coisas em seus laboratórios. Tristes, no fundo, com certeza, eram eles. Em meio a tantas de suas descobertas, nem mesmo sabem de onde vieram, nem muito menos para onde vão. Preferem dizer que de uma ‘’grande explosão’’ e ‘’para lugar nenhum’’. Respostas adequadas, pois não provam nada, não acrescentam nada, mas são respostas que calam o silêncio que viria após suas dúvidas e incertezas quanto a esses temas. Coitados de nós. Coitada da ciência.

Temos nos tornado a cada dia mais e mais materialistas. A ciência nos corrompe os princípios de humanidade, de pouco em pouco. Nos dizemos superiores aos outros animais. Nos achamos mais poderosos em relação a esse ou aquele país, bem como aos seus povos, pois conseguimos mandar satélites ou outros pedaços de metal para o espaço e deixa-los lá. Mas não conseguimos, na maioria das vezes, atravessar uma rua para consolar a tristeza e acalentar o frio de um humano dormindo, só e sem rumo, ao relento. Pobre ‘’mendigo’’. Mandamos naves espaciais tripuladas para visitar a lua, enquanto não conseguimos acabar com a fome em nosso mundo. Enviamos mensagens pela internet, por celulares, para quaisquer pessoas do planeta, mas não conseguimos ouvir as lamentações de alguém ao nosso lado, pois nunca temos tempo. Temos tanta tecnologia de última geração e de tanta utilidade que não nos sobra tempo para sermos simplesmente seres humanos. ‘’Humanos é o que vós sois’’, disse Chaplin. Somos sim, mas nos esquecemos de como é sê-lo, caro amigo Charlie. Aprendemos que podemos ver as pessoas do outro lado do mundo pela internet, ao vivo, em cores, mas somos cegos nos negando a ver todos os que sofrem ao nosso redor; todos os que passam fome e frio nas ruas, todos aqueles que alguns infelizes, pobres seres sem inteligência e sabedoria, dizem ser simples ‘’vagabundos’’. Somos vis. Somos maus. Somos inescrupulosos quando queremos. Somos céticos em muitas coisas, mas cremos na ciência, embora ela não nos pertença. Pertencemos a ela. Ela existe por si só, apesar de nossos esforços, de nossos cálculos, apesar de nós.

A natureza não usa números, não possui calculadoras para se fazer tão bela, tão imensa, tão superior a nós, pois somos apenas parte dela. Somos enganados por nós mesmos. Estamos criando uma multidão de céticos enganados por uma mentira vaga, vã; explicitamente vaga, implicitamente contestada. Estamos vendo, por debaixo de nossos tecnológicos óculos e de nossos naturais olhos, crescer uma juventude perdida. Não estamos fazendo nada por ela.

Nos nossos dias, jovens se perdem em meio às teclas dos teclados de seus computadores, em meio à tecnologia dos jogos, em meio às formas de comunicação via internet. Perdemos nossas famílias por motivo dos avanços da ciência. Tamanha a importância que damos a ela, a ciência, que perdemos nossas famílias por ela, e nada estamos fazendo para reverter esse quadro. Nossos jovens começam desde cedo a beber, voltam para casa bêbados, sedentos por amor dos pais, pelo colo das mães. Lembro de que há alguns anos isso ainda existia. Mas não! Criamos seres tecnológicos. Tecnologia não precisa de amor. Se nossos filhos choram, damos a eles jogos para que se alegrem. Se nossos filhos se drogam, os internamos para que novas drogas - desenvolvidas pela nossa ciência - os desintoxiquem. Se nossos filhos se sentem sós, damos a eles celulares, iPods, videogames modernos. Esquecemo-nos da sensação de darmos abraços, de darmos belos e sonoros ‘’bom dia’’. Esquecemo-nos de como é beijar nossos filhos antes deles dormirem e de abraçá-los para que não tenham sonhos ruins. Se nossos bebês choram, damos a eles CDs com músicas que tocam calmas e tranqüilas nas tecnológicas babás eletrônicas modernas. Somos fiéis desconhecedores de nossa raça, nossa raça humana.

Humanos é o que somos. Não somos máquinas, mas nos habituamos a elas e, com isso, nos tornamos parte delas. Somos infelizes corpos orgânicos que invejam os parafusos e chips das máquinas modernas. Queríamos ser como os computadores. Quando em dificuldades diante de um computador, deletamos coisas, desligamos os programas, recomeçamos. Na vida isso não é possível. Desaprendemos a errar e consertar erros, principalmente o último. Aprendemos a vida fácil dos jogos de simulação onde podemos errar e recomeçar ‘’do zero’’. Nas nossas vidas isso não é possível, por isso frustramo-nos. Pobres somos nós, pois cremos na mentira de que somos inferiores às máquinas, que elas nos derrotam. Não! Somos muito melhores que elas. Somos muito melhores, inclusive, em relação ao que somos hoje! Nos falta voltar à certeza da beleza da vida, à beleza dos abraços, dos beijos fraternais, dos ‘’bom dia’’, ‘’boa tarde’’, ‘’boa noite’’ da boa e velha vida humana, com ou sem computadores que nos espreitem. Somos melhores que isso, mas estamos dando mau exemplo aos nossos jovens.

Estamos criando uma multidão de descrentes na vida, de decepcionados homens e mulheres. Estamos vivendo e deixando um mundo de caos e desespero, de desapego para os nossos jovens, pois criamos ‘’verdades’’ mentirosas para pautarem nossas vidas, nossos hábitos, nossas ações e, principalmente, nossas desculpas e nossos erros. Fracassamos! Estamos criando uma geração inteira baseada nessas mentiras. Não podemos criticá-los, caso nossos filhos errem conosco ou errem com outros, pois os ensinamos a serem assim. Somos hipócritas e deixamos a hipocrisia como herança. Criamos nossos filhos junto às novas gerações entremeados a falsas expectativas, em meio às nossas falhas de comportamento, em meio aos nossos erros infindos. Falhamos!

Nossos filhos, apenas com muita sorte e com a proteção Divina, não irão cometer nossos erros, ou o que seria pior, cometer mais erros além dos nossos. Torçamos pela sorte. Torçamos pela proteção Divina. Torçamos por eles, nossos filhos. Afinal, esse é o preço que pagamos por mentir para a juventude.

Pedro GuiSaX

Sobre a Vida, Amor e Algo Mais!


A hipocrisia de um homem não se limita aos seus atos, mas abrange, até mesmo com maior intensidade, seus pensamentos. Tudo é um mar de mentiras a serem contadas e repetidas para todos, em um mundo onde não basta ser, mas, na verdade, basta-nos fingir ser. Todos somos vítimas de um mundo sujo, mentiroso e, como já dito, hipócrita. Somos peixes nesse mar! Mas, vez ou outra, percebemo-nos afogando - mas não se preocupe, é apenas impressão. Somos todos fingidores... Fingimos tão completamente que chegamos a fingir que não há dor na dor que de fato sentimos única e simplesmente pelo fato de existirmos e, também, de pensarmos - ou algo assim! Viver torna-se difícil se pensamos. Mas, como certa vez gritou ao mundo um pensador, pensar é existir. Todos iguais, sim! Todos nós queremos ter vida, pois todos sabemos que viver é lutar diariamente contra dúvidas, riscos, perigos dos mais diversos. Isso é excitante, não? Isso nos faz querer ir além. Um eterno “thanatos” de Freud.

Para vivermos, aprendemos com o mundo que devemos ser aquilo o que de fato não somos - mas que, talvez, seria bom se o fossemos. Viver, hoje, se resume a usar máscaras. Cada dia uma, mas, por vezes, a mesma por uma vida toda. Isso é a vida, amigos! Isso é a vida, amigos? Não se espantem, não há perigo, apenas falsidade. Falsidade não impõe medo, pois é falsa por si só. Não existe nada além do que é inventado quando se permitem as falsidades! Daí, em meio às falsidades, chega-se à hipocrisia! “Habemus” hipócritas! Isso é viver! Isso é viver? Um otimista poderia me parar nesse momento, me reprimindo ao dizer que tudo o que foi dito aqui é balela, mas com certeza, em seu íntimo, estaria chorando por saber que é verdade – pelo menos parcialmente! Somos enganados! O amor? Existe? Duvide disso, mas não te darei resposta. Apenas, amigos, quero que te preparem, pois amar é correr em pastos verdejantes com um belo rocinante, mas, uma vez com ele e por sobre ele, em qualquer momento poderemos cair.

O amor é uma flecha atirada no escuro, nunca sabemos (nem saberemos) se ela atingiu ou atingirá o alvo pretendido. Mas ame! Viva! Sorria! Principalmente sorria. Sorria mais do que viva e viva mais do que ame. Seja feliz! Tua felicidade será tua cama, teu sorriso será teu travesseiro, tuas experiências na vida serão teus sapatos para a caminhada e o amor, ah, o amor...! Ele estará contigo – de alguma forma. Assim, repousarás tranquilo por toda a sua eternidade.

Pedro GuiSaX

Algo!

Na vida não apenas se conhecem pessoas, se agregam corações à mente, mentes ao coração, corações ao coração e mentes à mente. Damo-nos conta uns dos outros e contemplamo-nos com a caminhada conjunta. Assim, tornamo-nos amigos, seres unidos em uma caminhada que não importa aonde vai dar, pois como já foi dito por alguém, em algum lugar do mundo: a verdade não é um fim, mas o próprio caminho.


Pedro GuiSaX

Não Pretendo Ser Pai!


Não pretendo ser pai. Me basta apenas ser filho, pois disso faço muito, acho muito. E sou muito sendo assim. Me basta. Sou feliz. Me sinto eterno em minha efemeridade. Me sinto parte do todo e o todo passa por aqui, minha família! Um rabisco perfeito de Deus na tela de minha vida. Verdadeira aquarela. Sou dela parte e ela é meu todo. Minha família! Sem ela sou um nada. Não pretendo ser pai. Nem pretenderia ser mãe se mulher eu fosse. Sou muito pouco perto de meus pais. Sou, digo mais, um nada. Alma vazia, imperfeita, incompleta. Tão pouco que nem procuro definição (me ocupo em me definir, puro e simplesmente).

Não pretendo ser pai. Os meus são meu tudo. De meus filhos, não conseguiria ser tanto. Sou parte de um todo e esse todo é mesmo tudo. Meu tudo! Não sou peça-chave, apenas um ser a mais, honrado por existir ali, naquela família, naquele meio, nesse lugar. Nesse mar de felicidade, mar de paz e amor, mar de completa plenitude. Meu mar familiar, fraterno. De amor sem fim.

Não quero ser pai. Não seria nunca tão bom quanto o que tenho. Nem menos quereria ser mãe, caso mulher eu fosse, pois sei que nem de longe seria igual à mãe que tenho. Pai e mãe assim, só eu os tenho. Sem eles sou roda solta, vagando em vão, esperando o fim. Sem eles sou nada, vácuo existencial, casca sem fruta - só casca a ser jogada fora! Sem eles sou qualquer outro, nunca seria eu, pois sou feliz! Por eles vivo, por eles bate meu coração. E como bate esse bendito, num ritmo louco, quase eterno dizendo: amor, amor, amor. Pois foi o que aprendi: Amar! Amor! Ser amado!

Não quero ser pai e não quereria ser mãe. Quero ser apenas filho. Filho de meus pais, um eterno aprendiz dos melhores mestres escolhidos a dedo pelo Criador. Presentes pra mim; uma graça – que nem mesmo sei se fiz, algum dia, por merecer! Não pretendo ser pai. Apenas pretendo ser filho. Se de mim viesse um rebento, para ele tentaria ser o melhor, o mais forte, o herói, mas nunca o que é meu pai, nunca o que é minha mãe. Não sou assim, pretensioso. Sei meu lugar. Meu lugar é como filho. Eles, meus pais, são meus remos e eu um remador no meio do mar. Levo comigo meu barco, levo a vida, ou melhor, ele me leva, ela me leva; melhor ainda, meus remos levam nós dois, eu e meu barco, eu e minha vida. Meus remos, meus pais. E eu? Um simples remador, remando pelo infinito, remando para o infinito - repleto de felicidade, repleto da graça de ser filho e apenas filho! E isso é tudo.

Pedro GuiSaX

Sobre os Obstáculos

Vivemos em tempos de guerra – ou melhor, estamos aprendendo (ainda) a viver! Somos ora frágeis, ora heróis. Somos vis quando queremos ser, ou quando acreditamos que seja necessário. Ser assim, por vezes, nos é uma alternativa de defesa. As decepções do mundo e com o mundo nos tornam cada vez mais distantes do que somos de verdade, em nosso íntimo. Queremos sempre nos aprimorar “por” motivo dos obstáculos, mas não nos aprimorar “para” eles – o que nos seria mais benéfico. É questão de orgulho nosso. Orgulho humano, pois não sabemos perder, não queremos perder. Nenhum obstáculo pode deter nossa caminhada. Temos direitos! Podemos andar para onde quisermos nos caminhos da vida, mas cedo ou tarde, e várias vezes em nosso tempo, somos detidos. Paramos. Somos freados e nossa trajetória perde o rumo por alguns instantes. Somos assim. Já foi dito, certa vez: “o pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”. Belas palavras, Churchill. Isso também é verdade quanto aos obstáculos da vida – eles são simples oportunidades de vencermos nossas dificuldades e limitações, de nos aprimorarmos.

Ficamos repletos de dúvidas nesses instantes de derrota, em que paramos nossas vidas por motivo de alguns obstáculos, e, por vezes, essas dúvidas se perpetuam por vários tempos após esses momentos. Não conseguimos entender o porquê de a vida não ser simples da forma que queríamos que ela fosse – mas, o que é fato, é que não sabemos o que queremos da vida ou o que esperar dela. Não sabemos de muitas coisas. Restam a nós as hipóteses e os aprendizados da vida que são essenciais para isso. Tornamo-nos melhores com o tempo, mas de forma mais lenta do que poderia ser, pois insistimos em perder tempo reclamando e culpando as coisas, os outros, Deus. Somos os culpados de nossos erros durante a trajetória terrestre, nossa longa caminhada, nossa vida. Somos nós que devemos estar preparados para os obstáculos. Devemos nos adequar para superá-los, e não esperar que eles se amoldem para nós. Não haveria sentido se assim o fosse, pois deixariam de ser obstáculos, sendo apenas pequenas pedras no caminho, fáceis de serem vencidas.

Na vitória sobre os obstáculos, somos nós que vencemos, somos nós que aprimoramos a nós mesmos para os próximos estorvos da caminhada. Precisamos deles. E, inclusive, muitas vezes, pessoas são nossos obstáculos. Com seus erros, sofremos. Com suas falhas para conosco, nos decepcionamos. Isso nos magoa e, quando ocorre, nos tornam receosos para os novos encontros advindos a partir desses que nos decepcionaram. Sofremos por isso. Se alguém nos faz sofrer, os demais são também culpados para nós. Culpamos a todos devido aos erros de um ou de uns. Culpamos toda a raça humana dizendo frases como “o ser humano é assim mesmo”. Não! As pessoas são o que vemos nelas. Mas, as pessoas não são e nunca serão o que esperamos que elas sejam. Todos têm autoridade sobre si próprios. As pessoas existem tal qual os obstáculos: devemos nos adequar a elas, mas não ficar esperando elas se moldarem aos nossos padrões de expectativas.

As pessoas são o que o tempo revela. Mas não sabemos e não queremos esperar. Muitas vezes nos decepcionamos, e essa decepção é uma derrota. Não! As decepções são vitórias. Se alguém te faz triste: erga a cabeça e siga adiante. Aquela pessoa que trai suas expectativas, suas esperanças, é nada mais que um alguém, por ora, desnecessário a partir de então. Não foi o erro da pessoa que te fez sofrer, foram suas expectativas frustradas para com ela que te tornaram triste com os fatos. Não sofra! Se alguém te tira gotas de lágrima, enxugue-as. Siga adiante! Essa pessoa te foi essencial, pois te deu a oportunidade de perceber que estava esperando demais dela num momento em que ela ainda não estava preparada para suas expectativas. Não sofra e não faça essa pessoa sofrer pelos supostos danos que acha que ela lhe causou. Siga em frente! Apenas siga, amigo!

Pedro GuiSaX